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Mostrando postagens de maio, 2026

Tudo novo

Novos ciclos, novos começos são sempre muito bons, pois parecem uma folha em branco. Aquela agenda nova. Ou aquele caderno com todas as folhas em branco, prontas para serem escritas. Um caderno pronto pra virar diário. De um lado, tem o entusiasmo de tudo branquinho para poder iniciar. Seja uma escrita, uma pintura, um recorte, o que desejar fazer, ali, naquele espaço, naquela possibilidade mil. E, por outro, o incômodo das múltiplas possibilidades. A incerteza, a angústia de não-ter-o-que-fazer. Quem que diz o que eu tenho que fazer aqui? Assim é a vida. As possibilidades de escolhas. O não-gabarito. A voz interna - tão difícil de ser ouvida - que dirá o que fazer.  Toda nova possibilidade de caminho, na vida, começa quando você está de frente para aquilo que tem que iniciar. Para o seu caderno, em branco, novo. Caderno pode ser qualquer coisa. Até uma relação, ou um lugar. O que fazer com estes sentimentos contraditórios? O que vai definir a sua primeira ação? A paralisação é tam...

O caminho da individuação

O ser humano é o único que habita a tensão entre duas naturezas. Ele é a manifestação do agora, mas é também um constante vir-a-ser no tempo. Existe nele a potência da metamorfose , a capacidade de expandir os limites da alma e realizar o que está latente em sua estrutura psíquica. Através do alargamento da consciência e do exercício do desejo, o indivíduo torna-se capaz de confrontar seus próprios conteúdos internos. Conhecer-se não é apenas um ato intelectual, mas um processo de iluminar as sombras para transformar complexos, emoções e ações. O objetivo não é meramente o conforto, mas a totalidade  - o encontro com o centro da própria psique. Toda mudança genuína gira em torno de um eixo: o desabrochar do Si-mesmo (Self) . É o movimento de despertar o Ego para que ele deixe de ser o senhor absoluto e passe a servir à verdade do seu ser essencial. É o chamado para que você retire as máscaras e assuma sua face legítima perante a vida. Nesta jornada em direção à luz da consciência,...

A escrita como alquimia da Alma: o caminho para o Si-Mesmo

Escrever é um ato terapêutico. Pode ser uma carta para você mesmo, um bilhete para outra pessoa ou apenas anotações livres para si mesmo. E, claro, existe aquele caderninho de sonhos ao lado da cama - um verdadeiro portal para as mensagens que o nosso inconsciente nos envia enquanto dormimos. Quando falo em escrever, não me refiro a simplesmente "digitar" em telas e teclados. Refiro-me ao ato físico de segurar a caneta e rabiscar o papel, exatamente como faziam os nossos antepassados. Esse movimento manual é quase um ritual : é o corpo ajudando a trazer para o mundo visível o que antes estava guardado nas profundezas da nossa mente. Revelando o que está na sombra A escrita nos salva de nós mesmos porque nos permite olhar para aquilo que, muitas vezes, evitamos no dia a dia. É no papel que depositamos os nossos medos, dores e segredos - aquilo que na Psicologia  Junguiana chamamos de  sombra . Enquanto apenas pensamos, o conteúdo pode parecer assustador ou confuso. Mas, quand...