O silêncio e o verbo
O silêncio, em geral, nosso e do outro, é bastante protetor. A gente se protege no silêncio. Por outro lado, em algumas situações, é preciso que nos coloquemos, que falemos, que seja verbalizado (em verbo mesmo), para que não adoeçamos, e nem para que alguém nos engula. Ou seja: tanto as palavras quanto o silêncio são essenciais no nosso dia-a-dia. Cabe a cada um de nós saber a hora de um e a hora do outro. O silêncio pode até ser lido como o "sair". A hora de estar e a hora de ir. É preciso silenciar quando estamos com o outro que não ouve, que não recebe (ou não quer), que não aprende, que não troca. Aquelas pessoas que expõem os seus pensamentos de forma ríspida, agressiva, como "donos do mundo", ou "donos do outro", merecem o nosso silêncio. Pessoas que sabem tudo e demais sobre o mundo, sobre as coisas, sobre as pessoas, não abrem o espaço para a troca. Para estas, o nosso silêncio. No entanto, é importante falar quando os nossos limites são ultrapass...